7 de janeiro de 2013

Vacinas e antídotos: qual a diferença?


Olá pessoinhas. Hoje venho aqui com meu livro de biologia do 1º ano do ensino médio para explicar a diferença entre vacinas e antídotos. É muito comum, em RE os personagens confundirem os dois.

Carlos troca antídoto por vacina em RE3 e a Sherry faz a mesma coisa em RE6. (Poxa Sherry, você é filha de cientistas. Honre sua família! #chatiada)

Se Jill e Sherry tivessem recebido realmente uma vacina (e não um antídoto, como aconteceu) elas estariam mortas. Jill teria virado um zumbi e Sherry seria outro monstro do G. Vamos a explicação.

Vacinas
"As vacinas consistem em um método de imunização ativa induzida (também chamada de artificial)."
É o seguinte: Quando o corpo percebe que existe uma substância estranha, que não é dele, ele produz uma proteína especial chamada anticorpo. Essa molécula estranha é chamada de antígeno. É como se um fosse uma chave e outro, uma fechadura. O anticorpo vai reagir (como a chave combinando na fechadura) com o antígeno, facilitando sua destruição.

A vacina é um método de prevenção, ou seja, ela é usada antes que o organismo esteja infectado (para prevenir uma infecção futura).

Funciona assim: É injetado no corpo vírus ou bactérias que passaram por um tratamento em laboratório para diminuir ou extinguir seu "efeito" (nos termos certos: virulência). O corpo vai reconhecê-lo como um antígeno e produzirá anticorpos para ele. Essa informação ficará guardada e se houver uma infecção de verdade por aquele antígeno, o corpo terá como se defender produzindo os anticorpos para combatê-la.

Antídotos
"Quando um indivíduo recebe anticorpos prontos para combater determinada doença, fala-se em imunização passiva."
O antídoto não é nada mais do que os anticorpos prontos para combater antígeno. Exemplo: Um cara foi mordido por uma cobra. Então ele recebe um soro antiofídico para combater o veneno. Para produzir esse soro, eles introduzem o veneno em um animal (como um cavalo). O corpo do cavalo vai produzir anticorpos contra o veneno, esses anticopos são o soro. O soro é retirado do cavalo para, depois ser injetado na pessoa que foi picada.

O soro só é usado com a finalidade de curar a pessoa, e não de imunizá-la contra o antígeno. Se ela receber uma outra picada da mesma cobra, ela terá que receber o soro outra vez.

Mas a Sherry recebeu o antídoto e não foi totalmente curada! LAG CEREBRAL

Não priemos cânico.
Aqui vem uma coisa que eu estava filosofando sobre.

Em RE2, Sherry é infectada com o embrião do G-virus. Claire sintetiza o antídoto e injeta na menina. Ela é "curada" e não vira um monstro. Mas em RE6, a própria Sherry fala que o vírus não foi totalmente curado.

O G-virus é um vírus de RNA (ou retrovírus), o que significa que ele é mais suscetível a mutações que vírus de DNA (pensem no vírus como uma chave e as mutações seriam o formato da chave mudando sempre). Como ele é um vírus muito instável, talvez os anticorpos não tenham dado conta do recado. Como a chave mudou, ela não conseguiu se encaixar totalmente na fechadura. O que acorreu foi a simbiose do vírus no corpo da Sherry (mais ou menos como o Veronica no corpo da Alexia).

O vírus não ataca o corpo e o corpo não ataca o vírus e os dois ficam felizes e vivos (e a Sherry ganhar super poderes e vira a supergirl e vai pros X-Men).

O soro não foi forte o suficiente para matar o vírus, ele apenas o enfraqueceu, não deixando que fizesse mal ao organismo.
Lembrando que essa é minha teoria, e não que isso é o que realmente aconteceu.

Espero que tenham gostado do texto e que não confundam mais antídoto com vacina.

Beijos pra todos mentira, beijo só pros lindos

1 Comentário:

  1. SÂM!

    Volta com o blog, flor!

    Feliz ano novo, um beijão da Lady Sybylla. =D

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